Quem frequenta a Marquês Sapucaí ou assiste às transmissões dos desfiles já conhece o “Carvalhão”. É como são chamados os guindastes gigantes que ajudam, a cada carnaval, a içar centenas de integrantes das escolas para seus pontos de destaque em carros alegóricos.
Ao todo, são 400 pessoas e 30 máquinas que trabalham durante os 4 dias de carnaval. Os equipamentos ficam divididos entre a área da concentração, na Avenida Presidente Vargas, e a dispersão, ao lado da Praça da Apoteose.
O maior carvalhão pode chegar a até 90 metros de altura, em menos de um minuto. Nesta segunda-feira (12), o g1 subiu em um dos equipamentos, na concentração do Sambódromo, para mostrar como funciona.
“Eu tenho um contingente total de 400 pessoas envolvidas nessa área, até porque a gente atende as escolas de samba e toda a movimentação”, explicou Erick Rodrigues, coordenador geral da Carvalhão. Cada “viagem” com um destaque de uma escola precisa de, pelo menos, 15 pessoas trabalhando.
“O objetivo é dar o suporte, não só com os guindastes. A gente tem uma mega operação logística aqui. Atendemos as escolas, a Liesa, desde o transporte dos carros alegóricos, fantasias, até a colocação dos destaques na Sapucaí”, completou.
Os carvalhões também são usados para instalar painéis, telões, para movimentar grandes volumes e instalação de passarelas.
A origem do nome remete aos anos 1960, meio por acaso, em uma empresa que fazia o serviço no Rio. De acordo com o site da Transportes Carvalho, o fundador, o já falecido Silvio Ferreira de Carvalho deu o apelido para os guindastes.
Com o crescimento da empresa, o nome pegou e é usado como sinônimo da máquina no Rio.
Fonte: G1 em 13/022024

