Mangueira é a escola que mais utiliza o carvalhão. ‘Virou status’, diz operador de empilhadeira.
Os carros alegóricos das escolas de samba não chamam a atenção somente pela grandeza, mas também pela quantidade de destaques a uma altura de até nove metros. Mas, para chegar até lá, é preciso uma dose de coragem e a ajuda das empilhadeiras e guindastes, popularmente conhecidos como “carvalhão”.
Essenciais no carnaval, esses equipamentos ficam na concentração e dispersão para agilizar o desfile. Eles chegam a içar cerca de 630 pessoas por noite nos desfiles do Grupo Especial – uma média de 15 pessoas por carro alegórico. O G1 conferiu como é subir no “carvalhão”. Veja no vídeo.
“Virou status subir no carvalhão. No grupo especial que tem mais disso. No [grupo de] acesso, elas sobem a pé, de escada, até nas costas das outras pessoas”, conta Antônio José, operador de empilhadeira.
Na série A, o número de pessoas içadas reduz consideravelmente: cerca de 30 componentes durante toda a noite.
No quesito ostentação de uso de carvalhão, a Mangueira é a campeã, afirmam os operadores do equipamentou. “A Mangueira é a escola que tem mais gente subindo de carvalhão. Os carros vêm cheios de gente no alto”, destacou o operador Adilson Viana.


As empilhadeiras sobem até sete metros de altura, já os guindastes chegam a 75 metros. Mas, nos desfiles, os operadores trabalham com menos do alcance total.
“Nos guindastes vão mais aqueles destaques grandes, cheios de penas. É preciso umas três pessoas para segurar cada destaque desse”, acrescenta Antônio.
E se existe uma escola queridinha dos operadores do carvalhão, ela é a Grande Rio. “Nossa escola do coração”, diverte-se Nilander Bezerra, vistoriador.
Por Matheus Rodrigues e Patricia Teixeira, G1 Rio em 25/02/2017